Sargento Eliomar Rodrigues "pedofilia é crime"
QUEREM DESCRIMINALIZAR A PEDOFILIA.PEDOFILIA É CRIME SIM !
[09:32, 25/7/2018] +55 61 8332-4352: A pedofilia, apesar de violenta e traumática para as vítimas, muitas vezes esconde-se no silêncio advindo da noção de que ‘os adultos são donos das crianças’ e muitas vezes do conflito existente na criança em ‘amar o agressor e odiar a agressão’ – nos casos de agressores sexuais que fazem parte da família, ou são amigos da família e da criança. Em 2008, foi criada a CPI no Estado de São Paulo para “investigar o crime de Pedofilia no âmbito do Estado de São Paulo, e suas conexões com outros estados e países”. A relatoria desta CPI ressaltou que o problema é gravíssimo, no Estado de São Paulo e no Brasil e que trabalhos preventivos de conscientização da população, das potenciais vítimas e dos agentes públicos podem contribuir significativamente para evitar a consumação deste crime.
Dados de 2011 do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA in Veja) mostravam que de 14.625 notificações de agressões, a violência sexual era o segundo tipo de violência mais comum contra crianças de zero a nove anos.
artigo-numeros
Fonte do Gráfico: Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde in Veja/Abril.
O desenvolvimento da criança é marcado pelo predomínio (mas não exclusividade) de uma realidade sobre a outra: há a fase do desenvolvimento sensorial e motor que ocorre entre os 2 e 3 anos de idade, do desenvolvimento afetivo que ocorre entre os 3 e 5 anos e das atividades individuais e em grupo a partir dos 6 anos (Ontória, Luque e Gomez, 2008). As crianças que sofrem violência podem ter desestruturadas sua base de formação física e psíquica impactando radicalmente as fases de desenvolvimento comprometendo a formação da afetividade, personalidade e valores:
“São marcas profundas que podem modificar seu modo de encarar o adulto e o mundo que ele representa. Os valores de família, amor, carinho e proteção podem ser distorcidos, gerando a destruição de importantes valores sociais. Para a sociedade, o resultado do rompimento de vínculos e desestruturação familiar pode refletir-se na progressão da violência de maneira global, onde o respeito ao ser humano e a valorização da vida deixam de existir”. Caderno de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes. SMS. São Paulo: 14
LOPEZ SANCHES (1991, p.27-30) descreveu os principais impactos de abusos sexuais nas crianças segmentando-os em 1) impactos físicos mais frequentes; 2) impactos psicológicos mais frequentes; 3) efeitos sociais mais frequentes e 4) efeitos em longo prazo.
Entre os impactos físicos mais frequentes estão os distúrbios de sono, mudanças de hábitos alimentares, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Entre os impactos psicológicos mais frequentes há o medo, hostilidade frente ao sexo do agressor, culpa, depressão, baixa autoestima, conduta sexual anormal como masturbação compulsiva, exibicionismo, angústia, agressões, condutas antissociais e sentimentos de estigmatização. No âmbito social verificam-se as dificuldades escolares, as discussões familiares, a fuga, a delinquência, e a prostituição. Em longo …
[09:32, 25/7/2018] +55 61 8332-4352: Bibliografia:
Secretaria da Saúde da Cidade de São Paulo. 2007. Caderno de violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde – CODEPPS. São Paulo: SMS.
Diário Oficial do Estado de São Paulo. Relatório Final dos Trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito constituída pelo Ato n.º 12, de 2010. Volume 120 • Número 239 • São Paulo, sábado, 18 de dezembro de 2010.
Kendall-Tackett, K. A., Williams, L. M., & Finkelhor, D. (1993). Impact of sexual abuse on children: A review and synthesis of recent empirical studies. Psychological Bulletin, 113, 164-180.
López Sanches (1991, p.27-30) in Relatório Final dos Trabalhos da CPI da Pedofilia – São Paulo, 18/12/2010

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